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RIO
- Em 1989, a americana Essie Weingarten se deparou com um pedido que
toda empresária de produtos de beleza gostaria de receber. Numa carta, o
cabeleireiro da rainha Elizabeth II pedia um vidrinho de Ballet
Slippers, um dos esmaltes rosa-claro de sua linha criada oito anos
antes, em Las Vegas.Pronto, era o que ela precisava para alavancar seus produtos e torná-los
must-have de
oito entre dez celebridades. Apesar disso, só a partir de fevereiro, as
brasileiras vão poder comprar por aqui as cores favoritas de estrelas
como Emma Stone (o ameixa Sole mate), Rihanna (o rosa-shocking Knowkout
pout) e Kate Middleton (o semitransparente Allure, que foi usado no
casamento com o príncipe William — teria sido um conselho de
Her Majesty?).
—
Desde garotinha, adorava ir com minha mãe ao salão de beleza. Cresci
tendo por hábito estar com as mãos bem cuidadas, mas achava as cores
muito chatas — conta Essie, que costuma dizer que uma mulher nunca está
totalmente vestida se não estiver com unhas feitas.
Da vontade de
copiar fielmente “todas as cores do arco-íris", ela conseguiu colocar em
seu portfólio 300 tons — o Brasil, a princípio, vai receber 100, além
de oito produtos para tratamento. Em tempo: no Rio, os esmaltes podem
ser encontrados nos salões Crystal Hair, em Ipanema, Jacques Janine, no
Fashion Mall, e Factory, na Tijuca.
Mas de onde vem tamanha inspiração para praticamente colocar uma escala Pantone a serviço das esmaltemaníacas?
—
De todos os lugares! Podem vir das nuances do pôr do sol, de um grande
trabalho de arte ou de um look maravilhoso das passarelas — conta ela,
que mesmo na casa dos 60 anos (mas sem confirmar a idade, por favor)
ainda tem fôlego de modelo new face para estar em todas as temporadas de
desfiles de Nova York, Londres, Milão e Paris.
— Amo moda e isso está no DNA da minha empresa.
Puxando
a fila das marcas que acreditam que esmaltes precisam,
obrigatoriamente, ter nomes engraçadinhos, Essie acha a tarefa de
batizar seus filhos umas das partes mais animadas do trabalho criativo
(pense em nomes
girlie como “encontre-me no altar” e “mostre-me a aliança” ou até mais saidinhos tipo “tamanho é documento").
— Dar nomes é muito divertido! E, às vezes, as ideias vêm num flash!
Animada
com a chegada ao mercado de beleza brasileiro — afinal, em termos de
cobiça, hoje em dia os esmaltes estão se tornando os novos batons —
Essie não está acostumada com os nossos hábitos de manicure. Que tal
tirar cutícula, por exemplo? Não, ela prefere ser menos radical.
—
Quanto mais você corta, mais elas crescem. Gosto mais de usar um
produto que reduza a pele morta — aconselha Essie, que também não é
muito adepta do modismo das unhas artísticas. — Aprecio como arte, como
forma de expressão, mas não é para mim. Opto por deixar as minhas de um
jeito mais clássico.
Além do estilo básico, Essie também tem outro hábito, este bem diferente do que estamos acostumadas por aqui.
—
Primeiro, passo uma camada de base do meio da unha até a ponta e depois
uma segunda camada completa — diz a expert, que faz as vezes de
conselheira de cuidados no site americano da marca.